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I.A. em fraude de streaming e direito autoral

Um cidadão norte-americano chamado Michael Smith, de 52 anos, morador da área de Charlotte (Carolina do Norte), está sendo acusado de utilizar IA para manipular a execução, em plataformas de streaming, das músicas que ele mesmo criou também com IA, para assim obter mais de US$ 10 milhões em royalties, segundo o processo movido contra ele pela procuradoria de Nova York.

Smith foi preso na quarta-feira e é acusado de conspiração para fraude eletrônica e conspiração para lavagem de dinheiro, segundo o procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York em um comunicado à imprensa. Cada acusação pode custar a ele até 20 anos de prisão, se condenado.

Smith estimou que poderia gerar aproximadamente 661.440 transmissões por dia, implicando royalties anuais de US$ 1.207.128 para ele.

O complexo esquema de Smith usou “bots” para criar milhões de streamings com as músicas criadas por ele também com inteligência artificial, de acordo com a acusação divulgada na quarta-feira pelo gabinete do procurador dos EUA e pelo escritório de campo do FBI em Nova York: “Por meio de seu esquema de fraude descarado, Smith roubou milhões em royalties que deveriam ter sido pagos a músicos, compositores e outros detentores de direitos cujas músicas foram transmitidas legitimamente”, disse Damian Williams, procurador dos EUA para o Distrito Sul de Nova York, em um comunicado.

Cada vez que uma música é transmitida em plataformas como Amazon Music, Apple Music, Spotify e YouTube Music, o compositor, músicos e outros detentores de direitos recebem pagamentos de royalties. O esquema de Smith ocorreu de 2017 a 2024, de acordo com a acusação. Ele obteve fundos que seriam de músicos e compositores, cujas músicas foram transmitidas por consumidores reais, enquanto ele criava a aparência de streamings legítimo, mas que eram bots, disseram as autoridades.

Smith usou software para transmitir continuamente músicas que ele possuía, de acordo com a acusação. Ele também supostamente pagou pessoas no exterior para criarem contas para bots nas plataformas. Smith usou nomes falsos para criar contas de bots e usou cartões com nomes falsos para pagar as contas afirmou a acusação.


Fonte: CISO Advisor

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